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8 de out de 2015
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Manifestantes protestam nas ruas de Teresópolis contra situação da saúde

Atrasos em repasses seriam de mais de R$ 10 milhões, dizem eles.
Governo nega e diz estar em dia com todos os repasses.


Cerca de 1.500 pessoas, de acordo com a Polícia Militar, e 2.500, segundo a organização, participaram nesta quinta-feira (8) do protesto contra os atrasos do governo municipal de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, no pagamento dos recursos para saldar os pagamentos de funcionários e terceirizados do Hospital das Clinicas. A unidade é a única do município que realizada atendimento de trauma, gestante de alto risco e recém nascidos que necessitam te atendimento intermediário.

Manifestantes foram vestidos de preto em apoio ao causa (Foto: Bruno Rodrigues/G1)

Vestidos de preto, funcionários do HCT, da Unifeso e estudantes da instituição de ensino entoaram palavras de ordens chamando o público para participar do movimento, que pede socorro pela saúde do município.

A concentração dos manifestantes começou por volta das 13h na praça em frente à Matriz de Santa Tereza e não demorou muito até que as ruas fossem tomadas. Por volta de 13h20 eles saíram em direção à sede da prefeitura, passando pela Av. JJ de Araújo Regadas e Av. Lúcio Meira, em direção a Av. Feliciano Sodré, onde entraram na sede do executivo municipal aos gritos de "Fora Arlei".

Os manifestantes passaram pelas principais ruas
do Centro a receberam o apoio do público
(Foto: Bruno Rodrigues/G1)
Segundo a reitora da Unifeso, Verônica Santos Albuquerque, a situação atual da saúde de Teresópolis é caótica. Ela explica que não sabe até quando a instituição poderá arcar com os custos que deveriam ser financiados pelo município e que há um mês alguns serviços já foram interrompidos pela falta de pagamentos do poder público.

"Chegamos ao nosso limite e esse ato aqui é para mostrar a população que se chegarmos a paralisar os serviços de saúde, não é por causa de uma decisão administrativa, mas pela falta de respeito e repasses da administração pública. A cidade vive um momento político onde não é possível o diálogo porque sequer sabemos quem é o prefeito que estará no poder naquele dia. Os atrasos são recorrentes e já não sabemos como serão realizados os pagamentos dos funcionários deste mês", contou Verônica.

O contrato da prefeitura com o Hospital das Clinicas é composto por 56% de verba federal, que vem sendo repassado sem atrasos, e 44% de verba municipal, atrasada desde janeiro de 2015, segundo os manifestantes. De acordo com dados da Unifeso, cerca de 80% a 90% dos atendimentos realizados na instituição são pelo SUS. Isso represente uma média de 5 mil consultas, 570 internações, de 350 a 400 cirurgias e 18 mil exames todos os meses. 

"Há 1,5 ano apresentei essa situação no Conselho de Saúde e disse que o título era 'Crônicas de uma morte anunciada' e a incompetência, a corrupção e o descaso com a saúde nos trouxeram até aqui. A Feso tem se esforçado para que a população não saia prejudicada, mas precisamos receber para garantir a continuidade do serviço público", desabafou o diretor da Unifeso, José Feres Miranda.

A diretora geral do HCT, Rosane Rodrigues Costa,  declarou o valor total do contrato da prefeitura cobre apenas parte do custo do hospital para atender ao SUS. "Esperamos que o poder público judiciário tome providências e garanta aquilo que é de direito de todos, a atenção à saúde", disse.

Durante o percurso até à prefeitura, a população aderiu à caminhada, aplaudiu os manifestantes e se disseram favoráveis às reivindicações do grupo. Já na prefeitura, nenhum representante do governo municipal atendeu ao público. O prefeito Arlei Rosa não foi encontrado para falar e o secretário de Saúde, Hamilton Galdino, também não se manifestou.

Tudo em dia, garante Prefeitura
Por meio de nota, a Prefeitura de Teresópolis informou que está em dia com todos os repasses referentes aos atendimentos realizados pelo SUS ao Hospital das Clínicas de Teresópolis. “Quanto ao montante evidenciado, é referente ao complemento municipal de verbas, denominado 'incentivo', criado para corrigir distorções da tabela do Sistema Único de Saúde, que não é reajustada há muitos anos e os hospitais alegam que não conseguem trabalhar apenas com o que o Governo Federal repassa”, informou.

Os manifestantes entraram dentro da sede da Prefeitura (Foto: Bruno Rodrigues/G1)

“Existe uma crise econômica generalizada em todo o país e, com isso, a Prefeitura não conseguiu fazer este repasse com verba própria, contudo está buscando alternativas para quitar tais valores”, finalizava a nota.


Por Bruno Rodrigues/G1
Fonte: G1 Região Serrana
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