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13 de jul de 2015
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Fevest em Nova Friburgo, RJ, espera fechar R$ 50 milhões em negócios

Evento acontece entre os dias 2 e 4 de agosto no Country Clube.
Polo têxtil da cidade tem mais de 1.300 confecções.


A indústria têxtil de Nova Friburgo, Região Serrana do Rio, apresentará suas mais recentes criações durante a 25ª Fevest, a Feira de Moda Íntima, Praia, Fitness e Matéria-Prima, que acontece entre os dias 2 e 4 de agosto, no Country Clube. A feira, considerada o principal showroom do setor, é voltada para empresários, compradores, multimarcas, lojistas e fornecedores de todo o Brasil. Este ano, o Sindivest espera fechar R$ 50 milhões em negócios. O evento é uma oportunidade para que novos empreendedores conheçam o estado da arte da produção de moda íntima, moda praia e artigos para fitness produzidos no Brasil.

Feira atrai compradores de vários estados (Foto: Divulgação)

O polo têxtil da cidade e região é formado por 1.324 confecções, gerando 24 mil postos de trabalhos, sendo 10 mil diretos e 14 mil indiretos, que movimentam a economia da cidade serrana fluminense e região.

Nova Friburgo é reconhecida, há alguns anos, como a capital brasileira da Moda Íntima e referência no setor por representar o desenvolvimento industrial da pequena e média empresa no Brasil. Em sua 25ª edição, a Fevest reunirá cerca de 100 expositores, entre confeccionistas e fornecedores.

A empresa Lucitex Lingerie, que produz, mensalmente, um volume em torno de 250 mil peças, espera superar em 21% as vendas durante a Fevest, se comparado com o ano passado. Cada peça sai em média por R$ 14. A empresa atua em todo o Brasil, com o maior número de vendas concentrado na região Sudeste. As principais matérias-primas são o algodão e a viscose.

De acordo com a diretora, Neucileia Layola, a Fevest é a principal vitrine de Nova Friburgo, pois é através da feira que a indústria consegue mostrar a importância de sua produção têxtil para todo o Brasil e mercado internacional. “O mais importante é entender o mercado que estamos inseridos e identificar as necessidades desse novo consumidor”, comenta Layola.

Segundo o Instituto de Inteligência de Mercado (IEMI), especializado em pesquisas e análises de peças do setor têxtil e de vestuário, em 2015, estima-se uma nova expansão da produção para o segmento em torno de 1,5% em volumes de peças.

Outra empresa friburguense que aposta no fortalecimento de sua imagem é a grife Pelle Nuda. Fundada em 1993, a empresa busca sempre estar atualizada com as novidades da Europa. A marca costuma trabalhar com criações básicas e confortáveis, tudo para proporcionar elegância com boa qualidade à mulher.

As principais tendências para a próxima estação são as estampas digitais com cores vibrantes e fortes. Outro nicho de mercado é a coleção Plus Size, com cores diferentes de um produto que está em alta no mercado. As principais praças de atuação são Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo.

Segundo dados da  Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o Brasil produz 9,4 bilhões de peças por ano, sendo 5,3 bilhões em peças de vestuário. O país também é referência mundial em design de moda praia, tendo crescido também nos segmentos de fitness e lingerie.

Há mais de 17 anos, a Criwall é uma empresa de produção de laços para lingeries e acessórios, vestuário adulto e infantil, artesanato e decoração, entre outros. Para este ano de 2015, a marca está desenvolvendo novos modelos e cores, com previsão de dez modelos de destaques. De acordo com a diretora da marca, Criciana Condack, “o volume de produção de peças gira em torno de 13 milhões por mês, com uma expectativa de 20% de aumento nas vendas para este ano”.

Segundo o estudo “Mercado Potencial de Moda Íntima e Meias” recém-lançado e elaborado pelo IEMI, a produção deste segmento, que engloba a confecção de calcinhas e sutiãs, camisolas, pijamas e modeladores, apresentou uma leve retomada nos seus volumes de produção, em torno de 2,4%, acumulados em 2013 e 2014.

O IEMI também analisou que a região Sudeste concentra o maior número de empresas do segmento de roupas íntimas, 53,2%. Em segundo lugar, vem a região Nordeste, com 19,9%; a região Sul, com 17,9%; e a região centro-oeste, com 8,3%. A região Norte ainda representa uma produção restrita, com aproximadamente 1% do volume de peças. Um dos destaques desse mercado é a produção de sutiãs, que somaram 141.971 milhões no ano passado, frente às 132.871 milhões de peças produzidas em 2013.


Fonte: G1 Região Serrana
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