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24 de mar de 2019
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Em Petrópolis, RJ, voluntários dão exemplo de solidariedade abrindo pontos de apoio nas chuvas fortes

Responsáveis pela abertura mantém contato e são capacitados pela Secretaria de Defesa Civil e Ações Voluntárias 

Por: Redação


Os pontos de apoio são uma das ferramentas mais importantes para evitar perdas de vidas relacionadas às chuvas no município. Mas para que o sistema funcione, são necessários voluntários que se coloquem à disposição para abrirem os locais nos momentos mais críticos. 

Voluntários ajudam no período de chuvas. (Foto: Prefeitura de Petrópolis)
Em Petrópolis, RJ,  são 45 pessoas que emprestam seu tempo em um ato de amor, compaixão e de solidariedade, contribuindo com a segurança de cada morador do bairro onde vivem. Todos foram capacitados e mantém contato direto com os agentes da Secretaria de Defesa Civil e Ações Voluntárias, que possui 15 abrigos temporários nas comunidades contam com as sirenes do Sistema de Alerta e Alarme. 



Mas cada um dos responsáveis pelos pontos de apoio tem suas rotinas, sonhos e desejos. Apesar disso, emprestam um pouco do seu tempo, comprovando que a empatia pode ajudar a mudar a rotina de toda uma comunidade. 

Casada há 26 anos e mãe de dois filhos, a dona de casa e zeladora na E. M. Theodoro Machado no Vale do Cuiabá, Cristina Rosário de Oliveira, é um exemplo de voluntária que busca o desenvolvimento da localidade em que vive. Coordenadora do Núcleo Comunitário de Defesa Civil (Nudec) da região, ela consegue contribuir de alguma forma com seu bairro em meio ao seu dia a dia. 

“Tenho minha família, cuido de casa, faço de tudo um pouquinho na escola, mas nem por isso deixo de aprender e lutar pela comunidade. Mantenho contato permanente com a Defesa Civil, já que se for necessário, vou abrir o ponto de apoio daqui”, disse Cristina, que acorda todos os dias cedo para ir para a escola, volta para a casa para cuidar da família e se reúne semanalmente com os outros participantes do Nudec. 

Os voluntários da Defesa Civil não doam apenas tempo e generosidade, como também colocam em prática a vontade de colaborar nos momentos de sofrimento e dor. Solidariedade, responsabilidade e compaixão são virtudes que contribuem também no desenvolvimento dos bairros que vivem, como explica o diretor-adjunto da E.M. Vereador José Fernandes, Jeferson Lins. Ele é um dos responsáveis pelo ponto de apoio do Morro dos Ferroviários e sabe a importância do suporte em momentos críticos. 

“Eu tinha apenas seis anos, mas lembro de tudo que aconteceu na chuva de 1988. Eu morava no Valparaíso e precisei ir para casa de parentes. Meu pai demorou muito para chegar em casa naquele dia, já que voltava do trabalho pela Rua Coronel Veiga. Ficamos muito preocupados na época. Hoje sei da importância de ser voluntário, de ajudar próximo, por isso ajudo a Defesa Civil da melhor maneira possível. Sei que esse apoio pode ajudar nos momentos mais complicados”, contou Jeferson. 

O trabalho de abertura dos pontos de apoio conta também com o apoio de grupos de Bombeiros Civis, que também são acionados caso seja necessário. Os locais são disponibilizados para os moradores no momento em que as sirenes do Sistema de Alerta e Alarme tocam. O acionamento dos equipamentos é feito pela diretoria técnica da Defesa Civil, que conta com profissionais que acompanham o acumulado de chuva no solo. 

"Desde o início da nossa gestão, as ações e o investimento tem como foco a redução do risco de desastres. É fundamental que os pontos de apoio estejam abertos para atender a população no momento em que a sirene é acionada pela Defesa Civil. Realizamos diversos treinamentos e contamos com o apoio de órgãos de resposta e atendimento dentro do nosso Plano Verão municipal", destaca o prefeito Bernardo Rossi. 

Os agentes acompanham o acumulado de água no solo em seis períodos: 15 minutos, uma hora, quatro, 24, 96 horas e 30 dias. Para as sirenes serem acionadas, os índices de chuva precisam atingir níveis críticos. O sistema de alerta usa três sinais sonoros. O primeiro é uma mensagem preventiva. Com a chuva forte, o segundo sinal é de mobilização para que os moradores procurem locais seguros. Quando a chuva melhora e não há mais risco para os moradores, soa a terceira sirene para desmobilização. 

"Caso a sirene seja acionada, os moradores devem seguir para o ponto de apoio do bairro. São 15 cadastrados pela prefeitura. Cada local de abrigo oferecido conta com três pessoas voluntárias que podem fazer a acionamento caso seja necessário. Caso a necessidade seja extrema, a população também pode procurar por uma escola ou Igreja", explica o secretário de Defesa Civil e Ações Voluntárias, coronel Paulo Renato Vaz. 

Em Petrópolis, são 20 conjuntos de sirenes: Gentio, Vale do Cuiabá, 24 de Maio, Alto da Serra, Bingen, Dr. Thouzet, Independência, Quitandinha, São Sebastião, Sargento Boening, Siméria e Vila Felipe. Para que todas as ferramentas estivessem funcionando no verão, foi realizada a manutenção frequente dos equipamentos e a prefeitura promoveu no ano passado 16 testes de acionamento das sirenes, sendo 10 diurnos e seis noturnos – novidade da atual gestão. 

Com 234 áreas de risco alto ou muito alto, a prefeitura segue investindo em ações antecipadas e organizadas, que minimizam o risco de ocorrências, além da retomada de programas habitacionais. Com 920 unidades concluídas até julho, a gestão Bernardo Rossi registra o marco de ter desenvolvido a maior produção habitacional popular já realizada na cidade. 

“Além da prevenção aos desastres, em outra frente de trabalho, retomamos programas habitacionais, para destinar imóveis para pessoas que vivem em área de risco ou em algum momento já foram vítimas de desastres das chuvas e perderam suas casas”, completa o prefeito Bernardo Rossi. 
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