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11 de out de 2018
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Cafés da Região Serrana ficam entre os três melhores em concurso estadual promovido pelo Sebrae Rio


Everardo TardinErthal, de Bom Jardim, ficou na terceira colocação e o vencedor foi Paulo Tassinari, de São José do Vale do Rio Preto.

Por: Redação

O Sebrae Rio divulgou nesta quarta-feira (10/10), em Conservatória/Valença, no Vale do Café, o vencedor do Concurso de Qualidade do Café do Estado do Rio de Janeiro. A histórica Fazenda Florença, sediou o evento recebendo os finalistas e convidados.

A disputa foi muito acirrada, por conta da alta qualidade dos cafés. (Foto: Divulgação/Sebrae)
A grande vencedora é a cafeicultora Inês Zoli Tassinari (in memoriam), que no evento foi representada por seu filho, Paulo Tassinari, de São José do Vale do Rio Preto, na Região Serrana. 


O café Tassinari obteve 87,31 pontos e foi escolhido por uma comissão julgadora, formada por seis renomados baristas e coordenada pelo professor Flávio Meira Borém, da Universidade Federal de Lavras. Eles degustaram o café dos dez cafeicultores finalistas.

A família Tassinari produz café desde 1982. “Optamos por fazer um café natural e este resultado foi fruto de muito trabalho. Adubamos a área apropriadamente, desenvolvemos essa técnica com uma junção de vários fatores. Este café foi composto de vários pequenos lotes, todos da mesma área, com processos trabalhados naturalmente, e ficou muito bom”, disse o campeão, Paulo Tassinari.

O especialista Flávio Borém endossou as características do café vencedor. “É um café de assinatura. Ele compôs e estudou para fazer o que apresentou aqui. Vimos o coroamento de um cafeicultor que já vem buscando uma evolução há muito tempo”, afirma.

A disputa foi muito acirrada, por conta da alta qualidade dos cafés. Carlinda Vargas, de Varre-Sai, no Noroeste fluminense, ficou em segundo lugar, com 86,25 na pontuação.

No terceiro lugar houve empate entre Everardo TardinErthal, de Bom Jardim, e Fidélis José de Oliveira Rodolphi, de Varre-Sai, ambos com 85,25 pontos.

O cafeicultor de Bom Jardim, já tem tradição no negocio e se diz satisfeito por estar entre os três melhores cafés do estado. “Desde 1984 cultivo café, que é uma paixão de família. Sempre me interessei em aprimorar a qualidade do meu produto, tanto que em 2010 ganhei o concurso estadual com 82,5 pontos. 

Hoje fiquei na terceira posição, porém com uma pontuação maior (85,25), o que demonstra que não só o meu produto, mas também o dos concorrentes melhoraram de qualidade, o que fortalece a cafeicultura no estado”, ressaltou.

Para Lídia Espíndola, gestora estadual do projeto Vocações Regionais da Cafeicultura Fluminense do Sebrae Rio, o importante é dar visibilidade aos cafés especiais produzidos no Estado. “Nós precisamos divulgar o nosso produto para o trade, incluindo baristas, torrefadores, jornalistas, acadêmicos. Mostrar para esses atores que o Rio de Janeiro produz cafés especiais para, assim, atrair compradores. O resultado foi além das nossas expectativas”, comemora.

Lidia também destacou o fato desta final ter sido realizada no Vale do Café. “Realizamos esta final no Vale do Café para aproximar os cafeicultores das três regiões produtoras, sendo o Noroeste e a Serrana com produção já desenvolvida, e o Médio Paraíba, reiniciando o cultivo, através do projeto de reintrodução do café, desenvolvido pelo Sebrae Rio”, ressaltou.  

Todos os dez lotes finalistas foram vendidos no leilão que aconteceu após o anúncio da classificação final, com lance de R$ 600 para o 10º lugar e de R$ 12 mil para o primeiro colocado.

Os dez cafés finalistas receberam certificado e laudo técnico com a descrição sensorial e a pontuação obtida e poderão participar do Cupping dos Cafés do Rio de Janeiro na edição de 2018 da Semana Internacional do Café, que será realizada em Belo Horizonte, em novembro.

O Concurso

Promovido pelo Sebrae Rio, da Coopercanol- Cooperativa dos Produtores de Cafe do Noroeste Fluminenese, Emater-Rio, do Centro do Comércio do Café do Rio de Janeiro, Associação Brasileira de Cafés Especiais -BSCA, Prociência e Mattos Consultoria, o concurso foi aberto para todos os produtores do estado, com inscrição gratuita. 

Cinquenta e quatro cafeicultores se inscreveram, 45 do Noroeste e 9 da região Serrana. A seleção dos 10 melhores cafés foi realizada em quatro etapas – análise física e eliminatória, seguida de degustação, conforme a metodologia de análise sensorial de cafés especiais da SCA (SpecialtyCoffeeAssociation).

Os dez cafeicultores finalistas foram: Carlinda Bendiade de Oliveira Vargas, Fidélis José de Oliveira Rodolphi, José Ferreira Pinto, Lázaro Silva Gualtieri Rosa, Marcos Fernando Pelegrini Menezes e Rafael José Duarte Fernandes (Noroeste Fluminense); Moacyr Carvalho R'lho, Everardo TardinErthal e Maria Adriana MonneratErthal (Região Serrana I –Nova Friburgo e entorno) e Inês Zoli Tassinari (Região Serrana II – Petrópolis e entorno). 

Maior especialista brasileiro em cafés especiais, Flávio Borém destacou a evolução na qualidade dos cafés especiais. “No concurso anterior, o vencedor pontuou 82,5 e hoje o primeiro colocado atingiu mais de 87 pontos. 

Este é o resultado de um grande trabalho que está sendo realizado.  É muito bacana quando nós temos várias regiões diferentes e a gente percebe os perfis de cada microrregião, a assinatura de cada produtor.  

O que me deixa feliz é ver cafés exóticos, com frutas, outro suave, outro com mel. Além de quebrar o paradigma de que o Rio não produz cafés especiais, nós mostramos que produz sim, e com diversidade de sabores”, afirma.




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