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18 de mai de 2018
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Procon entra com notícia-crime contra responsáveis pela empresa Embelleze em Petrópolis

Instituição que mantinha curso na cidade fechou às portas sem concluir profissionalização dos alunos. Órgão de defesa do consumidor tentou diversas vezes contatar empresa para resolver problema, mas não houve resposta.

Por: Redação


O Procon Petrópolis ingressou com uma notícia-crime contra os responsáveis pela Embelleze. A empresa, que oferecia cursos profissionalizantes em Petrópolis, fechou as portas no último mês deixando diversos clientes sem a formação contratada. O órgão de defesa do consumidor, após receber oito denúncias, tentou diversas vezes contatar a empresa para que a situação fosse resolvida, mas até agora não houve resposta por parte da filial do município e nem da matriz de São Paulo. A denúncia foi encaminhada nesta sexta-feira (18) à 105ª Delegacia de Polícia para instauração de inquérito e apuração do caso.
 
Procon de Petrópolis esteve no local onde funcionava a empresa. (Foto: Divulgação/PMP)
A expectativa em se especializar em cortes masculinos em uma empresa de renome foi por água abaixo quando a estudante Ana Cristina Fernandes, 18 anos, se deparou com o curso sendo desmontado quando chegou para assistir a aula no fim do mês passado. Sem aviso prévio, a jovem conta que cadeiras, mesas, acentos e até as logomarcas da Embeleze estavam sendo removidos e que a única atendente da recepção entregou apenas uma carta plastificada dizendo que a família deveria entrar em contato com um advogado. Na carta, havia informações como CNPJ e alguns contatos em que não é possível encontrar ninguém.

A avó da jovem, Ana Isabel Teixeira da Cunha, responsável pelo pagamento do curso, lembra que no início de abril, quando foi realizar o pagamento da mensalidade, um grupo da empresa continuava na porta do Edifício Copacabana, onde a empresa funcionava, chamando novos clientes para os cursos oferecidos pela empresa. "Fizemos o pagamento inicial de mais de R$ 1000 e fizemos três pagamentos de mais de R$ 200. A previsão era que o curso durasse nove meses, mas a minha neta teve pouquíssimas aulas desde que o curso iniciou e, na prática, não tem capacitação nenhuma porque houve mudança de professores, suspensão de aulas neste período, ou seja, tempo e dinheiro perdidos", lamenta.
 
A denúncia foi encaminhada nesta sexta-feira (18) à 105ª Delegacia de Polícia para instauração de inquérito e apuração do caso. (Foto: Divulgação/PMP)
Ana Cristina Fernandes, que ingressou no curso com 17 anos, lembra que buscou a empresa exatamente por ter um nome consolidado no país e está há muitos anos no município. Decepcionada, ela lamenta a falta de comunicação com os alunos. “Fiquei chocada quando me deparei com o local fechado. 

Depois soube que chegou a ter uma reunião comunicando, apenas, que iria fechar, mas sem dar uma resposta, um encaminhamento para os alunos. Eu ainda não sei o que fazer, porque o dinheiro pago foi um investimento. No mínimo eles deveriam concluir o curso de quem já estava fazendo para fechar as portas. Agora espero que eles devolvam todo o investimento que fizemos”, diz a jovem.

A denúncia do órgão de defesa do consumidor toma como base o artigo 171 do Código Penal, por estelionato, que tem como punição reclusão de cinco anos e multa. No documento entregue à polícia, o órgão esclarece que ninguém foi encontrado para falar sobre o assunto no local onde os cursos aconteciam, além disso, entrou em contato com o Instituto Embelleze – Matriz, em São Paulo, por meio de ligações e chegou a ser informado, em uma ocasião, que a empresa retornaria, mas isso não aconteceu.
O coordenador do Procon, Bernardo Sabrá, destaca que buscou de todas as formas entrar em contato com a empresa para que houvesse um acordo entre a mesma e os alunos que não concluíram seus cursos, mas não houve resposta da Embelleze que, sequer, dá uma previsão algum norte sobre uma possível solução para o caso.

“Lamentamos chegar a essa situação, mas não podemos deixar o consumidor lesado de qualquer forma. Encaminhamos o caso para que à polícia dê andamento e tome as devidas providências. Já tivemos oito denúncias protocoladas, na qual precisamos encaminhar ao judiciário devido à falta de resposta da empresa, mas ainda tem as pessoas que não chegaram a protocolar a reclamação. As pessoas podem e devem denunciar o caso ao Procon”, destaca o coordenador do órgão, Bernardo Sabrá.
 
Local onde funcionava a empresa está vazio. (Foto: Divulgação/PMP)
Quem quiser denunciar pode contatar o Procon pela página do órgão no Facebook, o Procon Petrópolis; pelo site www.petropolis.rj.gov.br/procon.

Há, ainda, o WhatsApp Denúncia, no número 98857-5837 ou os telefones 2246-8469 / 8470 / 8471 / 8472 / 8473 / 8474 / 8475 / 8476 e 8477. Atendimento presencial pode ser realizado na unidade do Centro, que fica na Rua Moreira da Fonseca, nº 33. A unidade de Itaipava localizada no Centro de Cidadania, que fica na Estrada União e Indústria, 11.860. Os telefones da unidade são: 2222-1418, 2222-7448 e 2222-7337.
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